A sessão foi interrompida hoje após a abertura dos debates e será retomada quinta (24) às 15h30. Ministros acolheram questão de ordem e deram 48h para sindicatos se manifestarem sobre documentos.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu HOJE, segunda-feira (21), o julgamento do dissídio coletivo que discute a greve dos empregados dos Correios. A sessão foi pausada logo após a abertura dos debates e será retomada às 15h30 da próxima quinta-feira (24), conforme definido em plenário.
A interrupção ocorreu após os ministros acolherem questão de ordem apresentada para garantir o direito de contraditório. O pleito abre prazo de 48 horas para que os sindicatos que representam os trabalhadores se manifestem sobre documentos protocolados na sexta à noite e no sábado. Esses papéis pedem que o tribunal reconheça a abusividade do movimento grevista.
“Os documentos foram juntados na sexta à noite e no sábado. Não houve controvérsia sobre os documentos. Nós estaríamos em desapreço ao devido processo legal, porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária”, destacou a justificativa apresentada na sessão.
O dissídio coletivo é o instrumento utilizado pela Justiça do Trabalho para resolver conflitos quando as tentativas de negociação direta entre patrões e empregados fracassam. No processo, o TST poderá fixar percentuais de reajuste salarial, analisar cláusulas de benefícios e ainda decidir se a paralisação é ou não abusiva — condição que impacta, por exemplo, no desconto dos dias parados.
O movimento grevista começou no dia 10 deste mês, segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), depois que a campanha salarial de 2026 terminou sem acordo. A paralisação segue por tempo indeterminado.
Na semana passada, em decisão liminar, o TST determinou que a estatal mantivesse 80% do efetivo em atividade durante a greve. A medida considerou o caráter essencial dos serviços postais e o possível impacto sobre etapas logísticas das eleições municipais marcadas para outubro.
Após a deflagração da paralisação, os Correios anunciaram a adoção de um plano de continuidade de negócios. O objetivo, segundo a empresa, é evitar atrasos substanciais nas entregas de correspondências, encomendas e documentos oficiais.
Com o julgamento parcialmente adiado, o processo de dissídio entra agora em uma fase de análises complementares. Até quinta-feira, caberá às entidades sindicais avaliar os novos autos e apresentar contestação ou concordância. Somente depois dessa etapa o plenário deverá discutir o mérito da ação, que inclui a possível aplicação de multas e a fixação de novas regras para a campanha salarial.
Além de avaliar a legalidade da greve, o TST poderá estabelecer parâmetros para reposição das atividades, definir se haverá compensação de horas não trabalhadas ou descontar salários referentes aos dias de paralisação. Qualquer deliberação, porém, dependerá da continuidade do julgamento nesta quinta, quando os ministros retomarão a análise dos votos interrompidos HOJE.
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