O ex-presidente do Senado tomou posse nesta quarta (30) como ministro do Tribunal de Contas da União. Aos 49 anos, Pacheco ocupará a cadeira deixada por Bruno Dantas e atuará na fiscalização dos gastos federais.
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A nomeação havia sido oficializada em edição extra do Diário Oficial da União publicada na segunda-feira (28). Com 49 anos, o advogado nascido em Porto Velho (RO) e criado em Minas Gerais passa a integrar o órgão responsável por zelar pela boa aplicação dos recursos públicos federais.
Pacheco ocupa a cadeira deixada por Bruno Dantas, que pediu exoneração para atuar na iniciativa privada. A escolha do novo ministro foi aprovada recentemente pelo Congresso Nacional, seguindo o rito previsto para as indicações originadas no Legislativo. No total, o TCU é formado por nove ministros: três indicados pelo presidente da República e seis selecionados pelo próprio Parlamento. Os mandatos são vitalícios, com aposentadoria compulsória aos 75 anos.
Antes de chegar ao tribunal, Rodrigo Pacheco construiu trajetória no Congresso. Ele foi deputado federal por Minas Gerais, eleito em 2014, e senador a partir de 2018. No Senado, presidiu a Casa em dois mandatos consecutivos. Durante esse período, ganhou projeção nacional e chegou a ter o nome ventilado em diferentes cenários políticos, como uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou uma candidatura ao governo mineiro nas eleições de outubro. No entanto, optou por permanecer no Legislativo até ser indicado para o TCU.
O tribunal terá agora um ministro com experiência direta nas discussões orçamentárias do Congresso. Entre as atribuições de Pacheco e dos demais membros da corte estão a apreciação das contas anuais do presidente da República, a análise de contratos e licitações federais e o acompanhamento de obras financiadas com recursos da União. O colegiado também pode aplicar sanções administrativas e propor melhorias na gestão pública.
Na cerimônia de posse, realizada na sede do TCU, participaram autoridades dos Três Poderes. A solenidade marcou a transição da vaga aberta por Dantas, encerrando um processo que foi acompanhado de perto por senadores e deputados desde o anúncio da saída do antigo ministro.
Com a nomeação, o Senado iniciará novo movimento interno para recompor sua mesa diretora, já que Pacheco se licenciou do mandato para assumir o cargo no órgão de controle externo. A vaga de senador será ocupada pelo suplente, assegurando a representação do estado de Minas Gerais até o fim do período legislativo.
O ingresso do ex-parlamentar reforça a composição técnica e política do TCU, que busca manter equilíbrio entre experiência em gestão pública e conhecimento jurídico. O tribunal segue analisando contratos de grande porte, como concessões de infraestrutura e programas sociais, além de julgar contas de órgãos e entidades da administração federal direta e indireta.
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