Explosão em apartamento de Aracaju matou duas pessoas em obra sem engenheiro. O conselho reforça que obras e reformas exigem profissionais habilitados. Causa será apurada pela Polícia Civil.
Após uma explosão registrada em um apartamento residencial que resultou na morte de duas pessoas, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (CREA-SE) intensificou o alerta sobre a importância de contratar profissionais legalmente habilitados para acompanhar obras, reformas e intervenções em edificações.
O imóvel tinha uma obra em andamento sem o acompanhamento de um engenheiro civil. Após o incidente, a proprietária contratou uma profissional da área para acompanhar os serviços. A identificação das causas da explosão depende de investigação técnica e dos laudos da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.
O episódio chama a atenção para um problema mais amplo: intervenções em apartamentos e edifícios residenciais exigem planejamento, conhecimento técnico e responsabilidade profissional, sobretudo quando envolvem instalações elétricas, hidráulicas, estruturais ou sistemas de gás. Sem esses cuidados, aumentam os riscos de acidentes graves, como o registrado.
O presidente do CREA-SE, engenheiro Dilson Luiz, lembrou que o Conselho tem entre suas atribuições fiscalizar o exercício profissional da engenharia e verificar se obras e serviços que exigem conhecimento técnico estão sendo realizados com a participação de profissionais legalmente habilitados e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
“O Conselho também atua de forma orientativa e preventiva, buscando conscientizar a sociedade sobre os riscos da contratação de pessoas sem habilitação para executar serviços técnicos. A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é um dos principais instrumentos utilizados pelo Sistema Confea/Crea para registrar a responsabilidade de um profissional por uma obra ou serviço de Engenharia. A ART permite identificar o responsável técnico e está relacionada à habilitação do profissional para executar determinada atividade”.
O coordenador de Fiscalização do CREA-SE, Raphael Nicolas Santos, reforçou que a contratação de um engenheiro não deve ser vista apenas como uma exigência burocrática.
“O profissional habilitado possui formação e atribuições específicas para avaliar as condições da intervenção, orientar a execução, identificar riscos e responder tecnicamente pelos serviços que estiverem dentro de sua área de atuação”.
O conselho destaca que a atuação preventiva combina fiscalização, orientação técnica e comunicação com a população para reduzir riscos em obras residenciais. A exigência da ART busca tornar transparente quem responde tecnicamente por cada serviço e garantir que atividades complexas sejam realizadas por profissionais com qualificação adequada.
Qualquer informação ou dúvida sobre o exercício ilegal das profissões de Engenharia, Agronomia e Geociências pode ser informada à Ouvidoria do CREA-SE pelo telefone (79) 3234-3028.
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