O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não vai mais levar adiante seu plano de fazer um grande churrasco no Palácio da Alvorada neste sábado (9). Segundo o jornal Folha de São Paulo, os aliados do presidente relataram, reservadamente, que ele decidiu cancelar na sexta-feira (8) o convite que havia sido feito a ministros e outros integrantes do governo. Não foi apresentada uma justificativa oficial, mas eles dizem acreditar que a grande repercussão negativa pesou para a decisão e também as quase 10 mil mortes por covid-19.
Para minimizar o desgaste com a convocação de uma confraternização em meio à pandemia que, até sexta-feira, havia matado 9.897 pessoas no Brasil, algumas pessoas próximas ao presidente chegaram a dizer que o convite era “fake”, que não havia passado de uma provocação. No fim da manhã, o próprio Bolsonaro foi a uma rede social atacar a imprensa e dizer que era mentira o que ele mesmo havia dito. Na publicação, consta também um vídeo em que o presidente fala do churrasco.
“Alguns jornalistas idiotas criticaram o churrasco FAKE, mas o MBL se superou, entrou com AÇÃO NA JUSTIÇA”, escreveu o presidente da República, fazendo menção ao Movimento Brasil Livre, que, na sexta-feira, protocolou uma ação na Justiça de Brasília para tentar impedir o churrasco.
O MBL pedia na ação que, caso realizasse o churrasco, Bolsonaro fosse multado em R$ 100 mil, valor que, caso ele viesse a pagar por ter decidido realizar o evento de qualquer forma, deveria ser revertido em ações de combate ao coronavírus.
Apesar do cancelamento, auxiliares do presidente disseram que o núcleo duro do governo, formado pelos ministros que despacham de dentro do Palácio do Planalto, pode aparecer no Alvorada. O ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, chegou de moto por volta das 10h30.
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