A escolha de Larissa Peixoto para a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) causou “revolta” em conselheiros do órgão, segundo a coluna Painel, publicada no jornal Folha de São Paulo, nesta quinta-feira (14). Larissa é próxima a família Bolsonaro, seu marido, Gerson Dutra Júnior, agente da Polícia Federal, foi segurança do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018.
De acordo com a publicação, em carta, o conselheiro Ulpiano Bezerra de Meneses, afirmou que o esperado é que a pessoa “domine conceitos fundamentais sobre bens de natureza material e imaterial”. A nomeação de Larissa Peixoto para assumir a presidência do instituto tem sido criticada por arquitetos e historiadores, pois eles alegam que ela não tem formação nem qualificação para ocupar o cargo.
Ainda segundo Ulpiano, “mesmo não sendo especialista nas disciplinas científica pertinentes”, a pessoa deve “ser capaz de identificar valores significativos em ‘formas de expressão; modos de criar, fazer e viver; criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artísticos-culturais; conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico'”, frisou.
O conselheiro argumenta que não se trata de um desejo pessoal ou de concepção ideal, mas do que está estabelecido no artigo 216 da Constituição.
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