A ex-secretária especial da Cultura, Regina Duarte comentou, em um artigo ao Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (22), momentos da sua gestão no cargo. Entre eles, a polêmica entrevista à CNN onde ela se irritou com uma pergunta da atriz Maitê Proença.
“Amo meu país, sim, e tenho deixado isso sempre bem claro, a ponto de, numa recente entrevista à TV, ter cantado a conhecida marchinha dos anos 70, que fala de ‘todos ligados na mesma emoção’. Nada a ver com defesa da ditadura, como quiseram alguns, mas com o sonho de brasilidade e união que venho defendendo ao longo de toda a minha vida”, escreveu a Regina. “E me desculpo se, na mesma ocasião, passei a impressão de que teria endossado a tortura, algo inominável e que jamais teria minha anuência, como sabem os que conhecem minha história”, completou a ex-secretária.
No entanto, Regina minimizou as mortes pela tortura na ditadura militar brasileira ao dizer, “Cara, desculpa, eu vou falar uma coisa. Assim, na humanidade não para de morrer. Se você fala em vida, do outro lado tem morte. E as pessoas ficam ‘ó, ó, ó’. Por quê?”. E completou, “Bom, mas sempre houve tortura. Meu Deus do céu, Stalin, quantas mortes? Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas minhas costas. Não desejo isso para ninguém. Sou leve, estou viva, estamos vivos, vamos ficar vivos”, disse.
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