Dois dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, ter divulgado vídeo de reunião ministerial alvo de investigação, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou na manhã deste domingo (24) um trecho da lei de abuso de autoridade, no que foi entendido como um recado direto à corte. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, deste domingo.
A postagem em rede social traz uma foto de um artigo da lei 13.869, de 2019. “Art. 28 Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investiga ou acusado: pena – detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos.”
Na manhã deste domingo, logo após a postagem como resposta ao Supremo, o presidente deixou o Palácio da Alvorada de helicóptero, desembarcou no anexo da Vice-Presidência e seguiu à praça dos Três Poderes, em Brasília, onde houve uma manifestação em defesa do governo.
Alguns participantes do ato carregavam cartazes contra o Congresso, o STF e a imprensa, que mencionavam uma “ditadura do Supremo” e pediam a saída do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).
A maior parte das faixas, porém, era de apoio ao presidente e sem ataques a instituições. Em manifestações com a presença de Bolsonaro, membros do Planalto têm solicitado que manifestantes não levem material contra os Poderes Legislativo e Judiciário.
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