O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria o desarmamento uma rebelião armada contra medidas de isolamento social, por causa do novo coronavírus (covid-19), nesta segunda-feira (1°).
Em nota divulgada no Twitter, Moro disse que as políticas para flexibilização de posse e porte de armas são medidas que podem ser legitimamente discutidas, mas não como Bolsonaro desejava.
“Seriam utilizadas para promover espécie de rebelião armada contra medidas impostas por governantes e prefeitos, nem sendo igualmente recomendável que mecanismos de controle e rastreamento do uso dessas armas e munições sejam simplesmente revogados, já que há risco de desvio de armamento destinado à proteção do cidadão comum para beneficiar criminosos”, disse o Moro.
De acordo com o ex-ministro, as medidas de isolamento são necessárias para conter a pandemia, e devem ser acompanhadas de outras decisões para salvar empregos, rendas e empresas.
Na manhã desta segunda-feira (1°), Bolsonaro afirmou dificultava enquanto Moro era ministro, ele dificultava “a posse e porte de arma de fogo para pessoas de bem”.
Ainda segundo o presidente, o ex-ministro queria uma portaria que multasse quem estivesse na rua durante o isolamento, assumindo uma posição contrária ao seu governo.
“Ele era perfeitamente alinhado a uma ideologia que não era a nossa”, disse Bolsonaro.
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