O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) delegou cargos do segundo e terceiro escalão de várias pastas para políticos do Centrão, apesar da sua promessa de campanha de não negociar cargos para obter apoio no Congresso Nacional. Os recém-nomeados têm poder sobre, pelo menos, R$ 66,5 bilhões do Orçamento da União, de acordo com dados do Portal da Transparência. As informações foram publicadas pelo jornal Metrópoles, nesta segunda-feira (8).
Segundo a publicação, a chefia do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação é o cargo com maior previsão orçamentária destinada ao Centrão. Para este posto, já foram indicadas dois políticos, um do PP e outro do PL.
Na segunda-feira (01), o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, nomeou Marcelo Lopes da Ponte para a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em 18 de maio, Garigham Amarante, assessor técnico da liderança do PL na Câmara dos Deputados, foi nomeado para a diretoria de Ações Educacionais do FNDE.
O Centrão ainda conseguiu emplacar o secretário nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano, do Ministério do Desenvolvimento Regional, que tem um valor orçamentário de R$ 8,2 bilhões.
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