Peça-chave na campanha presidencial de Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018, o empresário Marcos Aurélio Carvalho, um dos dono da AM4, decidiu quebrar o silêncio em um artigo publicado na coluna Sonar, do jornal Globo, nesta segunda-feira (8). Ainda em 2018, ele deixou a base do governo após uma briga com o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
No texto, o empresário, que recebeu mais de R$ 600 mil para participar do marketing da campanha do presidente, afirmou que um dos desafio da democracia moderna é a ‘ocupação da pólis por seres irreais’, em referência ao uso de robôs nas redes sociais para inflar o debate político no país.
“E o usuário que se parece com eleitor, reclama como eleitor, apoia como eleitor, mas usa hashtags milagrosamente lançadas, em questão de minutos, aos assuntos mais comentados do momento? É robô”, escreveu.
O uso deles, segundo o empresário, movimenta grande quantidade de usuários falsos para trazer a falsa solidez de uma pessoa, causa ou ideia. Dessa forma, cria-se uma bolha de apoiadores. “Se uma hashtag entra para os trending topics, para muitos isso significa quase automaticamente que o assunto em torno dela merece um comentário ou uma ação.” Para Marcos, a usurpação de usuários reais provoca uma ‘batalha de hastags’ nas redes sociais pautam o debate.
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