A jornalista Patrícia Campos Mello, repórter do jornal Folha de São Paulo, entrou com um processo judicial por danos morais contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Segundo o Jornal Folha de São Paulo publicado, neste domingo (14), a jornalista entrou com o pedido após a ofensa sexual feita pelo parlamentar em uma live e em uma postagem em uma rede social.
De acordo com a publicação, durante uma transmissão ao vivo, Eduardo disse que Patrícia “tentava seduzir” para obter informações prejudiciais ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seu pai. A live aconteceu no canal do YouTube Terça Livre TV no dia 27 de maio.
“É igual a Patrícia Campos Mello. Fez a fake news de 2018, para interferir na eleição presidencial, entre o primeiro e segundo turno, e o que ela ganhou de brinde? Foi morar no Estados Unidos, correspondente, né? Acho que da Folha de S.Paulo, lá nos Estados Unidos”, disse o parlamentar.
Eduardo ainda mencionou Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa. “Essa Patrícia Campos Mello, que, vale lembrar, tentou seduzir o Hans River. Não venha me dizer que é só homem que assedia mulher não, mulher assedia homem, tá. Tentando fazer uma insinuação sexual para obter uma vantagem, de entrar na casa do Hans River, ter acesso ao laptop dele e tentar ali, achar alguma coisa contra o Jair Bolsonaro, que não achou”, completou Eduardo.
Por causa da ofensa de cunho sexual, Patrícia já tinha apresentado uma ação judicial de indenização por danos morais contra Hans e outras três pessoas que se aproveitaram da fala dele para insultar a repórter: o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado estadual André Fernandes (PSL-CE) e o blogueiro e apresentador do canal Terça Livre no YouTube, Allan dos Santos.
Ainda segundo o jornal, os processos por danos morais estão em andamento na Justiça de São Paulo. Patrícia se comprometeu em doar metade do valor que receber das indenizações ao Instituto Patrícia Galvão de Comunicação e Mídia.
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