Após integrantes do governo sugerirem a saída do ministro da Educação, Abraham Weintraub, depois da participação em manifestações, neste domingo (14), em apoio à gestão de Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente busca maneiras de que seja uma demissão honrosa. Segundo o jornal Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (15), a ideia é conceder um cargo no Palácio do Planalto ou uma função diplomática fora do país.
O ministro ganhou forte popularidade na base bolsonarista, mas mesmo assim, auxiliares presidenciais apontam que a permanência dele no comando da Educação prejudica o governo. A saída do ministro seria considerada um gesto de paz à corte do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros acreditam que Weintraub pode acabar sendo preso caso continue com ataques à instituições, conforme divulgado pela coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo.
Nos atos do domingo, o ele voltou a usar o termo ‘vagabundos’, mas sem citar os magistrados do STF. A expressão foi a mesma utilizada pelo ministro na reunião ministerial do dia 22 de abril, na qual ele xinga à corte. Desde o mês de maio, tanto a cúpula militar como ala técnica do governo tentam convencer Bolsonaro de que demissão de Weintraub tornou-se necessária para amenizar o clima pouco amistoso entre Executivo e Legislativo.
Ainda segundo a reportagem, Bolsonaro solicitou a deputados que proponham nomes para o ministério. O receio é que a saída de Weintraub da Educação enfraqueça sua base de apoio. O sucessor, portanto, deve possuir uma linha ideológica semelhante à do atual ministro.
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