Incomodada com os desdobramentos imprevisíveis da prisão de Fabrício Queiroz, a ala militar do governo Jair Bolsonaro (sem partido) começou a discutir a oportunidade de montar um “ministério de notáveis”. A informação foi publicada no jornal Folha de São Paulo, nesta sexta-feira (19).
A expressão remonta a 1992, quando o ex-presidente da República, Fernando Collor, encarava denúncias de corrupção que levaram à abertura do processo de seu impeachment e à sua renúncia naquele ano. O então presidente, acossado politicamente, adotou uma ideia do aliado Paulo Octávio do tempo de sua campanha: colocar figuras de proa em áreas estratégicas, com suporte de partidos do que hoje seria chamado centrão.
O líder do processo foi o mandachuva do PFL, Jorge Bornhausen, que assumiu a Secretaria de Governo. Não deu certo, como se sabe, e mesmo Collor viria a dizer em 2005 que era um “ministério de traidores”. Agora, disseram a interlocutores integrantes fardados do governo, a situação seria diferente. O governo tem seus dois principais ministérios sociais, Saúde e Educação, ocupados por interinos, por exemplo.
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