O presidente do Conselho de Ética do Senado, Jayme Campos (DEM-MT), afirmou que o pedido de cassação do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) precisa de uma “análise melhor” antes de ser aceito. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
O filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acumula duas representações feitas no colegiado, ambas pedindo a cassação do mandato. A primeira, de fevereiro, feita pela Rede, foi incorporada a uma segunda, de maio, protocolada por PSOL e PT.
No pedido, os partidos afirmam que a cassação do mandato do senador é necessária por sua ligação “forte e longeva” com as milícias no Rio de Janeiro e apontam quebra de decoro parlamentar.
Segundo o jornal, desde fevereiro, quando o primeiro pedido contra Flávio foi feito, Campos pediu à Advocacia da Casa um posicionamento sobre a admissibilidade. Em maio, quando foi protocolado o segundo, ele reforçou a solicitação.
“Não é para mim que precisam cobrar. É para a advocacia do Senado. São eles que precisam falar”, disse o presidente do Conselho de Ética.
Ainda de acordo com o jornal, ele rechaçou indiretas que vem recebendo dos partidos de oposição de que, por ser próximo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), poderia beneficiar o filho de Bolsonaro com a inércia do conselho.
Nos últimos meses, Alcolumbre tem estado próximo ao governo, especialmente na articulação para distensionar a relação entre os Poderes.
“Os partidos podem ficar tranquilos que vou fazer o que está na lei”, afirmou Campos.
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