O Ministério da Educação (MEC), pasta comandada por Abraham Weintraub até a semana passada, liderou os pagamentos do governo federal feitos à empresa ligada à sócia e ex-mulher de Frederick Wassef, advogado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A informação foi publicada pelo Uol, nesta quarta-feira (24).
Desde o início da gestão Bolsonaro, o governo repassou à Globalweb Outsourcing, empresa fundada por Cristina Boner e administrada por uma filha dela, cerca de R$ 12 milhões. É o que mostra levantamento do jornal no Diário Oficial, portal da Transparência, sites do governo e da Receita Federal.
Além disso, desde o ano passado, o MEC assinou novos contratos com a empresa que somam R$ 16,1 milhões até fevereiro de 2021. A conta chega a R$ 24 milhões, quando são incluídos os contratos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que recentemente recebeu diretores indicados pelo chamado centrão do Congresso.
O subsecretário de assuntos administrativos do ministério, José Eduardo Couto Ribeiro, disse que não poderia comentar as compras do Inep e do FNDE, mas afirmou que os negócios foram feitos a partir de decisões técnicas do setor de informática, serviço prestado pela empresa.
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