A Associação de Funcionários do Banco Mundial (WBG Staff Association) pediu que a nomeação do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub a um cargo na instituição seja reavaliada. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, nesta quarta-feira (24).
Segundo a reportagem, em carta enviada ao conselho de ética, associação fez duras críticas a Weintraub e pede apuração de caráter racista dadas pelo ex-gestor do Ministério da Educação (MEC).
Além disso, o documento pede que o Banco notifique Abraham Weintraub e que a sua nomeação seja suspensa até o fim das investigações do inquérito enviado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Solicitamos formalmente ao conselho de ética que reveja os fatos por trás dessas múltiplas alegações, com a intenção de (a) colocar sua indicação em espera até que essas alegações possam ser revisadas e (b) garantir que o Sr Weintraub seja avisado de que o tipo de comportamento pelo qual é acusado é totalmente inaceitável nesta instituição”, diz o texto da carta.
De acordo com a carta, o comportamento de Abraham ao ridicularizar o sotaque chinês, culpar a China pela covid-19 e acusar os chineses de dominação mundial é inaceitável. Pois segundo a associação, “o Banco Mundial acaba de assumir uma posição moral clara para eliminar o racismo”.
Apesar de ter sido nomeado ao cargo de diretor executivo do Banco Mundial, o ex-ministro precisa ser aprovado pelos oito países com poder de voto.
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