O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou um termo de cooperação técnica entre o Executivo e o Judiciário em uma cerimônia no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (25). No evento, que contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Bolsonaro baixou o tom e tentou diminuir a tensão explícita entre os poderes após atritos com o relator do inquérito que apura atos antidemocráticos na corte, Alexandre de Moraes.
“Esse entendimento, essa cooperação, bem revela o momento que vivemos aqui no Brasil. Eu costumo sempre dizer quando estou com o presidente Toffoli, com o Alcolumbre e o Maia, que somos pessoas privilegiadas. O nosso entendimento, no primeiro momento, é que pode sinalizar que teremos dias melhores para o nosso país”, disse o presidente citando o presidente do Senado e da Câmara dos Deputados.
Segundo divulgado pelo site Uol, o presidente também tem buscado uma nova linha de relação com o Congresso Nacional. Além de evitar conflitos com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Bolsonaro tem distribuído cargos para os partidos que integram o chamado Centrão.
As declarações são mais um gesto do governo federal em tentar deixar mais amistosa a relação com o STF. A demissão do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, também foi vista como uma forma de agradar a corte. Weintraub chamou os ministros do STF de vagabundos e que, se dependesse dele, colocava todos na cadeia, na reunião ministerial do dia 22 de abril.
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