O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que atua na Operação Lava Jato em Curitiba, admitiu que a apresentação em PowerPoint usada para explicar a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia ter sido apresentada de uma outra forma “para evitar críticas”.
Durante uma entrevista ao colunista Josias de Souza, do site Uol, nesta terça-feira (7), o procurador disse que a apresentação da denúncia poderia ter sido feita de forma diferentes, no entanto, o conteúdo reflete a denúncia julgada procedente.
“Uma coisa é o conteúdo, se o conteúdo se provou verdadeiro, outra coisa é se a forma de apresentação foi a melhor possível. Olhando com o privilégio de visão retrospectiva, acredito que a gente poderia, sim, ter apresentado esse PowerPoint de modo diferente, poderia ter feito a apresentação dessa denúncia de forma diferente, de modo a evitar críticas”, disse o procurador.
Segundo Dallagnol, muitas pessoas não percebem que a condenação de Lula não foi apenas pelo tríplex, mas por outros crimes de corrupção.
“Quando a gente olha o conteúdo, simplesmente reflete o conteúdo da denúncia que foi julgada procedente pelo Judiciário. Às vezes as pessoas não percebem que a condenação não foi pelo tríplex apenas. A condenação foi por corrupção de dezenas de milhões mais a lavagem de dinheiro por meio de um tríplex”, acrescentou.
O petista foi solto em novembro de 2019, após o Supremo Tribunal Federal (STF) vetar a prisão de condenados em segunda instância.
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