Desde o mandato de José Sarney (MDB), em 1985, apenas o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ignoraram a política de demarcação de terras indígenas no Brasil. A informação foi divulgada pelo jornal Metrópoles, neste domingo (12).
Segundo a reportagem, a política de demarcação começou com a aprovação do Estatuto do Índio, em 1973. No entanto, de acordo com dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desde os mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entre 1995 e 2002, o número de demarcações só caiu.
Um dos discursos de Bolsonaro durante a eleição foi contra a demarcação de terras indígenas. “Não demarcarei um centímetro quadrado a mais de terra indígena. Ponto final”, disse em dezembro de 2018.
Segundo o levantamento do Cimi, atualmente, o Brasil possui 1.296 terras indígenas no Brasil. Sendo 401 terras já demarcadas , 306 em alguma das etapas do procedimento demarcatório, 65 terras que se enquadram em outras categorias que não a de terra tradicional ou, ainda, 530 terras sem nenhuma providência do Estado para dar início à sua demarcação.
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