O veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Artigo 16 do novo marco do saneamento aprovado no Congresso em junho, consolidou nos parlamentares a percepção de que o governo e o presidente não respeitam acordos, ou seja, não são “confiáveis” do ponto de vista político. A informação foi publicada pela Coluna Estadão, do jornal Estadão, nesta sexta-feira (17).
De acordo o com jornal, não foi a primeira vez que a corda foi roída só de um lado na relação entre representantes do Executivo e o Legislativo. Entre os muitos que ficaram pendurados na brocha, desta vez está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM). O episódio também baixou o cacife de líderes do Centrão, atualmente bem próximos de Bolsonaro.
Ainda segundo a publicação, quem conhece bem o setor alerta: na sanha de atacar as empresas estaduais, o veto presidencial inviabilizou qualquer forma de associação delas com o setor privado, por meio de PPPs e de subconcessões desenvolvidas pelo BNDES, que representam os maiores projetos no setor e já estavam prontos para ir para o mercado.
Os projetos do BNDES são parcerias do setor privado com as empresas estatais de saneamento. Ou seja, foram anos jogados fora: R$ 51 bilhões que deixaram de ser aplicados. Os investidores não estavam esperando o veto e não estão entendendo nada: de um lado o BNDES modela e de outro o governo implode?
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