A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) comentou a recente saída da função de vice-líder do governo no Congresso Nacional. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Kicis afirmou não se sentir traída, mas questionou a forma como o presidente Jair Bolsonaro comunicou sua saída. Para ela, isso poderia ter acontecido com “mais um pouco de delicadeza”.
“Não me sinto traída. Quando a gente ocupa um cargo como esse, é passível de ser trocado, porque a decisão é sempre de quem nomeia. Por qualquer motivo, a pessoa pode entender que é melhor mexer aqui, mexer ali. E isso não significa traição. Mas o presidente poderia ter tido mais um pouco de delicadeza para comigo, ter me informado para eu não saber pela imprensa. Mas não foi traição”, disse.
“É muito comum as pessoas ficarem sabendo de demissão pela imprensa, mas quando você tem uma ligação com a pessoa, é uma questão até de delicadeza ser informada diretamente”, acrescentou.
A deputada afirmou ter descoberto o fato via imprensa, após a publicação da saída no Diário Oficial da União de quarta-feira (22). No dia anterior, ela votou contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Bia segue afirmando que votou com convicção.
“Dei um voto contrário a uma orientação do partido na questão do Fundeb, porque votei de acordo com minhas convicções a respeito do tema, e sabia que meu voto não influenciaria em nada o resultado da votação. Eu sabia que o resultado era importante para o governo, mas como não havia risco, optei por fazer uma objeção de consciência”, declarou Bia Kicis.
A deputada em seu primeiro mandato completou dizendo que fez um bom trabalho como vice-líder do governo e que foi bastante atuante, e diz manter seu apoio ao presidente Bolsonaro.
“Eu lamento que tenha saído, porque era uma das maiores colaboradoras com o governo em todas as pautas do Congresso. Sempre fui muito atuante. Acho que o governo perde com minha saída. Mas, espero que quem entre faça um bom trabalho”, disse Kicis.
“Não existe hipótese de eu romper com ele por causa disso. Posso ficar triste, chateada, mas é impossível romper. O presidente costuma dizer ‘Ah, você é minha irmãzinha’. Irmãos às vezes têm rusgas, brigam, têm ruídos, mas tudo fica bem”, encerrou.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









