O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-juiz, Sergio Moro, responsável por várias decisões da Operação Lava Jato, rebateu uma declaração dada, nesta terça-feira (28), pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e afirmou que a operação sempre foi transparente. As informações foram publicadas pelo Uol.
De acordo com a publicação, o procurador-geral disse, em entrevista ao grupo de advogados Prerrogativas, que a operação tem informações de 38 mil pessoas que não são compartilhadas com o Ministério Público Federal (MPF). Ainda segundo Aras, o arquivo do grupo de procuradores de Curitiba tem 350 terabytes, enquanto o do sistema MPF tem apenas 40 terabytes, e “que não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos”.
Em seu perfil do Twitter, Moro escreveu: “Desconheço segredos ilícitos no âmbito da Lava Jato. Ao contrário, a Operação sempre foi transparente e teve suas decisões confirmadas pelos tribunais de segunda instância e também pelas Cortes superiores, como STJ [Superior Tribunal de Justiça] e STF [Supremo Tribunal Federal]”.
Ainda na oportunidade, Aras disse que “ninguém sabe os critérios” que foram adotados para que as pessoas tivessem seus dados depositados no sistema dos procuradores. O procurador afirmou que existe um “MPF do B” e alegou que 50 mil documentos estão “invisíveis à Corregedoria-Geral” do MPF. No entanto, Aras não falou quem estaria ocultando estes documentos.
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