Novo líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR) tem muita experiência e polêmicas acumuladas na política. O deputado federal já foi citado em delação da Odebrecht e outras investigações no Paraná e na gestão no Ministério da Saúde, segundo a Folha de S. Paulo.
De acordo com o jornal, Ricardo, que foi líder do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002 e vice-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2007, foi alvo de pelo menos 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações envolvem sua gestão na prefeitura de Maringá (PR), onde foi prefeito entre 1989 e 1993, e como ministro da Saúde entre 2016 e 2018.
Barros chegou a ser cassado em outubro de 2019 pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) por possíveis compras de votos na eleição em 2018. Mas em janeiro deste ano, a condenação foi anulada.
Também em 2019, segundo a Folha, o Ministério Público do Paraná entrou com ação de improbidade administrativa contra Ricardo Barros e Leopoldo Fiewski (ex-secretário de Saneamento em Maringá). As suspeitas eram de interferência em licitação de R$ 7,5 milhões para contratação de uma agência de publicidade pela prefeitura local.
Em 2018, o Ministério Público Federal no Distrito Federal entrou com uma ação contra Barros por conta de sua gestão no Ministério da Saúde. De acordo com a Folha de S. Paulo, o ex-ministro beneficiou a empresa Global Gestão em Saúde S.A. com contratos de cerca de R$ 20 milhões para compra de medicamentos usados no tratamento de doenças raras. Os procuradores pedem um ressarcimento de R$ 119 milhões.
O novo líder do governo na Câmara foi o relator da Lei de Abuso de Autoridade em 2019. Além disso, é um crítico da Operação Lava Jato e do ex-ministro Sérgio Moro. Segundo a Folha, ele aparece na Lava Jato ligado a um suposto repasse de R$ 100 mil a uma campanha municipal de um aliado em 2012.
Ricardo Barros é de uma família tradicional na política. Ele, seu pai e seu irmão já foram prefeitos de Maringá, e sua esposa, Cida Borghetti, foi vice-governadora do estado durante a gestão Beto Richa (PSDB).
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