O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai ampliar o uso de emendas para garantir a manutenção do veto ao reajuste dos salários dos servidores na Câmara dos Deputados. A informação foi divulgada pelo jornal Estadão, nesta sexta-feira (21).
Segundo a reportagem, as lideranças governistas ligaram a negociação a mais recursos do Orçamento deste ano para emendas parlamentares, à prorrogação do auxílio emergencial e, além disso, à possibilidade de Estados e municípios usarem recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), principal fonte de financiamento da educação, para o pagamento de aposentados.
De acordo com o novo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), a derrubada do veto ao reajuste de salários de servidores durante a pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19) pode ter impacto na prorrogação do auxílio emergencial.
“Essa decisão é muito importante hoje [nesta quinta-feira (20)], porque o presidente vai anunciar eventualmente uma prorrogação do auxílio emergencial e esse impacto pode, vai certamente, mudar a possibilidade dos valores e do prazo de prorrogação desse auxílio”, disse o líder do governo.
Nesta semana, Bolsonaro anunciou que o auxílio emergencial deve ser prorrogado até dezembro, no entanto, o valor pago pelo benefício seria menor.
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