Deputado federal pelo MDB de Sergipe, Fábio Reis negou, por meio de nota enviada ao AjuNews, na noite desta terça-feira (1º), que tenha feita uso irregular da cota para atividade parlamentar. O parlamentar aparece na lista entre os 10 congressistas alvos do inquérito cuja abertura foi autorizada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado disse recebeu a notícia com “estranheza e indignação” e que “é inconcebível” o fato de ter o nome envolvido numa representação. O parlamentar afirmou que está em seu terceiro mandato, com mais de R$ 575 milhões em investimentos em todo o Estado, atendendo às necessidades sociais, estruturais e educacionais dos 75 municípios, sempre pautado pela legalidade. “Sempre prestei trabalho idôneo, e o que se consta no auto do processo aberto pela Suprema Corte se trata de uma nota no valor de R$ 200 (duzentos reais) utilizada para diagramação do meu informativo parlamentar no ano de 2013”, disse.
No esclarecimento, ele explicou o serviço prestado ao seu gabinete. “O serviço oferecido ao gabinete por essa empresa foi feito uma única vez, no primeiro mandato parlamentar (quando eu ainda não tinha conhecimento de empresas que prestassem tal trabalho), e foi realizado sem vínculo com a minha atuação posteriormente”, detalhou.
E, acrescentou: “Todos os anos utilizo um pequeno valor do qual tenho direito pela cota parlamentar para a divulgação de material de comunicação com fins de prestação de contas aos que me elegeram, não se tratando dessa empresa”.
De acordo com o deputado, o lançamento de notas é feito pelo gabinete dele “com muita responsabilidade e sob consulta prévia aos funcionários da Câmara”, responsáveis pela validação dos documentos.
“É inconcebível o fato de ter meu nome envolvido numa representação pedindo a abertura dessa investigação, que teria como principal personagem a pessoa jurídica Atos Dois Propaganda e Publicidade Ltda (Xeque Mate Comunicação e Estratégia), já que ela é completamente inverídica”, afirmou.
O parlamentar disse ainda que acionou o jurídico para retirar o nome dele dos autos junto ao Ministério Público Federal (MPF).
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