A reforma administrativa entregue ao pelo Executivo na Câmara dos Deputados na semana passada deixa inalterada a regra constitucional que, na prática, permite militares da ativa a entrarem no governo. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de São Paulo, nesta terça-feira (08). Conforme a reportagem, somente após dois anos em cargos públicos eles são obrigados a passar para a reserva.
De acordo com a matéria, a presença de militares em atividade no primeiro escalão gera relatos de incômodos nas Forças Armadas por estabelecer uma relação direta entre a instituição e o governo. O tema também já teria causado posicionamentos divergentes entre os generais do entorno do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O Ministério da Economia foi questionado pelo jornal por que militares ficaram fora das alterações centrais da reforma administrativa. O secretário especial adjunto da gestão, afirmou que o trabalho foi voltado aos servidores civis. “O foco é a reorganização do serviço público civil. A discussão dos projetos militares teria de ser feita dentro do contexto das mudanças apresentadas”, afirmou na quinta-feira (03).
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