Um dos alvos dos mandados de prisão da Operação Catarata II, o empresário Bruno Campos Salém afirmou que o governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), era um dos beneficiados por propinas no esquema de supostos desvios em contratos de assistência social no governo do estado e prefeitura do Rio. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, nesta sexta-feira (11).
As declarações de Bruno foram feitas em um depoimento ao Ministério Público (MP), que embasou uma operação. Vários dos investigados também têm relações com o atual governador, mesmo antes dele assumir o cargo.
De acordo com o depoimento, um assessor de Cláudio Castro fazia orientações para Bruno, ” para que o projeto Qualimóvel municipal fosse realizado em determinadas paróquias religiosas a pedido do vereador Cláudio Castro; que Cláudio Castro tinha o apelido de gago; recebia propinas e vantagens políticas com o projeto qualimóvel municipal ” diz trecho do depoimento anexado à denúncia do MP.
No entanto, o MP esclareceu na denúncia que, “na presente peça acusatória” Claudio Castro “não figura como denunciado, não lhe sendo imputada a prática de qualquer crime”.
O governo do estado informou em nota que “o governador em exercício Cláudio Castro não é objeto desta investigação”.
“O governador em exercício Cláudio Castro não é objeto desta investigação. O próprio Ministério Público esclarece, na página 35 da denúncia, que: ‘na presente peça acusatória, o ex-vereador Cláudio Castro não figura como denunciado, não lhe sendo imputada a prática de qualquer crime’. Sobre a indicação de locais para receber projetos sociais, cabe ressaltar que é papel do vereador fiscalizar atos da prefeitura e reivindicar políticas públicas e serviços para a manutenção, mantendo relação natural com seu segmento”, alegou.
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