A Polícia Federal (PF) no Mato Grosso do Sul deflagrou a operação Matáá na manhã desta segunda-feira (14). O objetivo da PF foi, na capital Campo Grande e em Corumbá, fazerem buscas por responsáveis pelas queimadas que estão ocorrendo em áreas de preservação ambiental permanentes e na Serra do Amolar, no Pantanal.
A operação Matáá, que significa fogo no idioma guató e se refere aos índios pantaneiros Guatós que vivem próximos às áreas dos incêndios, objetiva cumprir 10 mandados de busca e apreensão. Uma investigação criminal avalia os danos a 25 mil hectares de vegetação da região. Alguns dos procurados, segundo a PF, estão em área de difícil acesso, e por isso policiais usam até barcos para chegarem nos endereços.
A 1ª Vara Federal de Corumbá não expediu nenhum mandato de prisão, mas elas podem ser feitas em flagrante. Os suspeitos que não tiveram nomes revelados podem responder por dano à floresta de preservação permanente, dano direto e indireto a unidades de conservação, incêndio e poluição. Tais penas somam mais de 15 anos de prisão.
De acordo com os últimos dados do Ibama revelados pelo G1, são 2.349.000 hectares de áreas destruídas por incêndios no Pantanal. Destes, são 1.259.000 hectares no Mato Grosso e 1.081.000 no Mato Grosso do Sul. Uma força-tarefa está tentando combater o fogo nas unidades de conservação e fazendas da região.
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