Mulheres, pessoas autodeclaradas pretas e pardas são mais vulneráveis a passar fome no Brasil, segundo os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada nesta quinta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, mais da metade dos lares comandadas por mulheres ou pessoas autodeclaradas pardas passaram fome entre 2017 e 2018.
As famílias comandados por homens têm índices menores que os de mulheres, com relação a segurança alimentar, segundo a pesquisa. Sendo de 61,4%, contra 38,6%.
Já no caso de insegurança alimentar grave, as casas comandadas por mulheres possuem maior vulnerabilidade, registrando uma taxa de 51,9% contra 48,1%.
Com relação ao recorte racial, os dados registrados apontaram que em moradias nas quais o chefe de família se identifica como parda os níveis de insegurança são maiores. O de segurança alimentar é de 36,9%, já o de insegurança grave, é de 58,1%. Entre as pessoas pretos, as taxas são de 10% e 15,8%, respectivamente.
Ainda segundo a POF, nos casos em que a pessoa de referência da família se declara branco, o nível de segurança está presente em 51,5% dos domicílios.
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