Os assessores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teriam orientado o chefe do Executivo a fazer uma “limpa” nos ministérios, com o objetivo de afastar os apoiadores mais “radicais” do governo. Segundo o jornal Estadão, a estratégia dos assessores tem o objetivo de desvincular o Palácio do Planalto das polêmicas causadas por estes apoiadores.
Nesta segunda-feira (21), a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, exonerou a secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Sandra Terena. Ela é esposa do blogueiro Oswaldo Eustáquio, que chegou a ser preso após uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), durante uma investigação sobre o financiamento de atos antidemocráticos.
De acordo com a publicação, em depoimento à Polícia Federal (PF), o blogueiro disse que “fez parte do governo executivo federal de transição do atual presidente da República até 31 de janeiro de 2019”. No entanto, o Planalto não confirmou nem desmentiu a versão de Eustáquio.
Por fim, ainda segundo a publicação, a pasta não deu detalhes sobre a exoneração, mas afirmou que a demissão da secretária faz parte de uma “reestruturação de cargos no ministério”.
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