O WhatsApp e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fecham acordo que prevê criações de dois canais oficiais da Corte: um para informações aos eleitores e outro para denúncia de supostas irregularidades durante as eleições deste ano. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de São Paulo, nesta terça-feira (21).
De acordo com a reportagem, a empresa de envio instantâneo de mensagem, busca coibir com mais força a atuação irregular dentro da sua plataforma no país. Em janeiro, criou o cargo de diretor de políticas públicas para o Brasil, assumido pelo advogado Dario Durigan. “O WhatsApp vem oferecer o que há de mais robusto que é possível oferecer à autoridade eleitoral. Aqui há um caráter de ineditismo, no mundo, dessa parceria do WhatsApp com uma autoridade eleitoral de cúpula”, disse Durigan, entrevista ao jornal.
Ainda segundo o diretor, haverá também a produção de stickers, popularmente conhecidos como figurinhas, com informações sobre as eleições e estimulando causas como a participação de jovens e mulheres.
Na avaliação de Durigan, o aplicativo vem investindo em ações contra disparos em massa e disseminação de fake news. “[Estamos] fortalecendo as parcerias com checadores de fato, com órgãos de imprensa”, diz. “Também com incentivo para os usuários checarem informações antes de compartilhar.” O WhatsApp, empresa que pertence ao Facebook, tem 120 milhões de usuários no Brasil e 2 bilhões no mundo todo. Está presente em 180 países.
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