Os bairros Santos Dumont e Jabotiana, em Aracaju, registraram um aumento do número de casos de chikungunya, em agosto deste ano. Os dados fazem parte do levantamento divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), nesta terça-feira (22), que indica as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, (dengue, chikungunya e zika), entre o período de 31 de agosto e 4 de setembro.
Segundo os dados, a capital registrou um índice de infestação do Aedes aegypti de 1,4, e segue com um médio risco para o aparecimento de surtos ou epidemias das doenças causadas pelo mosquito. De acordo com a diretora de Vigilância e Atenção à Saúde, Taise Cavalcante, a Zona Norte de Aracaju apresentou uma grande preocupação entre as regiões do município, pois, os bairros com maior índice de infestação estão concentrados nesta região.
“Nós observamos a zona norte como a zona de maior preocupação, porque o índice de infestação na maioria dos bairros está acima de 1. Os três principais bairros que deram 3,7 encontram-se nessa região, e quando a gente avalia os casos notificados das três doenças pelo Aedes, observamos que a maioria dos casos os bairros com maior notificação se encontram nesta região”, explicou.
Segundo a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, a capital apresentou a mesma classificação de risco registrada em março, no entanto, houve uma queda no valor do índice de infestação de 12,5%.
“O boletim do LIRAa [Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti] apontou que dos 43 bairros da capital, 16 estão classificados em baixo risco, ou seja, 37,2% da cidade. Já o índice de infestação de 27 bairros registra situação de alerta, risco médio, o que equivale a 62,8% da capital. Também é importante ressaltar que nenhum bairro de Aracaju está com classificação de risco de epidemias, mas isso não é motivo para relaxar nos cuidados”, disse.
Segundo os dados, grande parte dos criadouros do Aedes aegypti é encontrada dentro das casas. Destes, 61,1% são reservatórios como lavanderias, caixas d’água e tonéis; 27,8% são vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso; e representando 10,4%, o terceiro maior criadouro é encontrado nos lixos e entulhos das áreas externas das residências e comércios.
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