A fabricante alemã de veículos, Volkswagen, vai desembolsar R$ 36 milhões por ter entregado funcionários à ditadura. Em 2017, um relatório feito a pedido da empresa alemã, revelou que a Volkswagen “foi leal” ao governo militar. Na época, seis funcionários foram presos e ao menos um foi torturado na fábrica da Anchieta, situada em São Bernardo do Campo, São Paulo. As informações são do site G1.
A empresa anunciou que fez um acordo com o Ministério Público Federal em São Paulo para reparar sua conduta durante o período da ditadura militar no Brasil. No Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a empresa se comprometeu a doar R$ 36 milhões para ações ligadas à defesa dos direitos humanos, investigação de crimes que ocorrem na época e à memória histórica. Com essa decisão, três inquéritos que investigam o assunto desde 2015 serão encerrados.
“Com este acordo, a Volkswagen quer promover o esclarecimento da verdade sobre as violações dos direitos humanos naquela época”, destacou a fabricante, que afirmou ser “a primeira empresa estrangeira a enfrentar seu passado de forma transparente” durante o período do governo militar.
Um dos membros do Conselho de Administração do grupo Volkswagen, Hiltrud Werner, afirmou que o grupo lamenta o que aconteceu no passado. “Lamentamos as violações que ocorreram no passado. Estamos cientes de que é responsabilidade conjunta de todos os atores econômicos e da sociedade respeitar os direitos humanos e promover sua observância”. Ele completou dizendo que para a empresa, é importante lidar com a responsabilidade com o ocorrido e promover a transparência.
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