A Amazônia perdeu 269,8 mil km² de florestas, em 18 anos, o equivalente a seis vezes a área estado do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (24), o bioma perdeu 8% de sua cobertura florestal entre 2000 e 2018.
De acordo com os dados do estudo Contas de Ecossistemas: Uso da Terra nos Biomas Brasileiros, na região amazônica, metade das alterações foi para transformar áreas florestais em pastagens, cerca de 50,2%.
Ainda segundo o Instituto, durante o período analisado, a proporção de terras da Amazônia usadas para pasto cresceu 71%, durante período analisado, passando de 248,8 mil km², em 2000, para 426,4 mil km² em 2018.
A área destinada à agricultura também avançou, de acordo com os dados, e cresceu 288,6% no mesmo período. Sendo então o bioma que mais registrou mudanças no uso da terra. Apesar disso, a conversão da vegetação em pasto não se resultou em ganhos de produção, nem geraram emprego ou renda.
Para a gerente de Contas Estatísticas Ambientais do IBGE e uma das autoras do estudo, Maria Luisa da Fonseca Pimenta, a maior preocupação não é só a perda quantitativa da área de cobertura, mas também a fragmentação que isso traz para a floresta.
“Ou seja, quando eu falo que perdi 2 km², eu não estou só perdendo aquela área, eu estou impactando a área seguinte. Temos, então, o efeito de borda na floresta. Ela vai se fragmentando e fica mais suscetível a qualquer outro tipo de transformação”, explicou.
A região do Cerrado ficou em segundo lugar entre os biomas que mais foram reduzidos. Entre os motivos para diminuição desse ecossistema está a criação de pastos, e o aumento do uso para à agricultura.
Já a Caatinga e a Mata Atlântica foram as regiões que registraram melhoras nas taxas de perda de vegetação natural. No Pampa, de acordo com o IBGE, houve a expansão das áreas agrícolas, e também registrou o avanço da silvicultura.
Por fim, o bioma do Pantanal registrou as menores perdas de vegetação natural durante o período analisado, apesar de ter registrado um avanço da pecuária.
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