O engenheiro químico Murilo Marques, que participou do Bake Off Brasil, Mão na Massa, no SBT, passou contou que foi dopado, estuprado e roubado por uma pessoa que conheceu em um aplicativo de encontros. O caso em seu apartamento, em São Paulo, no último dia 21.
O ex-participante do talent show teve um prejuízo estimado em R$ 72,3 mil. O bandido fez transferências, compras e empréstimos utilizando os cartões da vítima.
De acordo com Murilo, ele conversava com um rapaz no aplicativo, trocaram foto e decidiram se encontrar. Era um encontro sexual que aconteceria no apartamento de Murilo. O rapaz chegou por volta do meio dia no condomínio. Eles começaram o encontro amoroso quando de repente o homem se vestiu e disse que era garoto de programa. Ele cobrou Murilo pelo serviço sexual, sacou uma maquineta de cartão de crédito e afirmou que aceitava aquela forma de pagamento.
“Ele chegou, me cumprimentou e o ato começou a rolar. Rapidinho ele parou, se vestiu e anunciou que era GP (Garoto de Programa), que precisava receber o pagamento e que eu deveria dar o dinheiro. Comeceu a me sentir meio estranho, disse que não tinha dinheiro e nem tinha contratado ninguém, se soubesse não tinha nem chamado. Nisso ele sacou uma máquina de cartão dessas da Pag Seguro e falou que aceitava cartão”, disse.
Assustado e desnorteado, Murilo afirmou que não sabia que ele era garoto de programa. Ele narra que o homem começou a ficar agressivo e a solicitar as senhas dos cartões, nesse momento ele diz que já se sentia dopado. “Ele começou a se exaltar dizendo que queria receber o dinheiro dele, esse diálogo rolou e eu cada vez com mais dificuldade de organizar minhas ideias, já imaginando que estava drogado. Cada vez mais agressivo e gritando comigo. Ele me forçou a passar a senha na máquina de todos os meus cartões, eu tentei recusar e nessa hora ele desferiu um soco na minha cara. Nem senti na hora, mas depois vi que ficou roxo”, contou.
Para sair daquela situação, o ex-Bake Off sugeriu ir até um caixa eletrônico sacar dinheiro e se dirigiu até uma cômoda para pegar uma peça de roupa. O homem jogou cocaína sobre o móvel e disse para Murilo cheirar. Ele se negou e foi jogado na cama de bruços e sentiu que estava sendo estuprado e o agressor estaria usando a mão. Após o ato ele narrou ter se sentido quase apagado.
“Agressivo, me agarrou pelo braço, jogou um pó branco em cima dessa mesma cômoda, disse que era cocaína e me mandou cheirar. Eu só conseguia responder que não queria, mas ele insistia e ameaçou quebrar meu braço se eu não aceitasse. Eu resisti e, talvez pelo meu estado, ele não seria capaz de me forçar a cheirar. Fui jogado na cama de bruços, nesse momento o estupro aconteceu: Eu só lembro dele me estuprando com a mão enquanto eu me debatia. Não sei quanto tempo durou, não sei o quanto eu resisti, mas fui estuprado”, detalhou.
E, acrescenta: “Eu acho que ele me estuprou para me dopar mais, porque depois disso eu perdi quase toda minha consciência, entrei numa paranoia onde não sabia o que era realidade o que era pesadelo. Eu não conseguia andar, entrei em desespero pensando nos cartões, nas senhas. Não sei quanto tempo durou essa paranoia, consegui ir até o banheiro e vomitei muito, eu estava preocupado dele estar lá ainda mas não tinha capacidade mental de saber isso, não sei descrever o medo que eu estava sentindo, eu parecia estar descolado da realidade e sem domínio do meu corpo, dos meus sentidos. Reuni força não sei de onde e fui cambaleando até a porta, que era a única forma pra eu saber se ele ainda estava lá, já q eu simplesmente não conseguia olhar pro meu ap e fazer esse julgamento, eu estava muito dopado mesmo”, acredita.
Após as agressões o homem fugiu levando os cartões e o celular da vítima. Com o Whatsapp logado no notebook, com dificuldade, Murilo conseguiu pedir ajuda ao vizinho e a seu namorado (eles vivem um relacionamento aberto).
Ele fez ainda um desabafo sobre o atendimento nos bancos os quais é cliente e foi tentar reaver o prejuízo e também no instituto onde foi realizar exame de corpo de delito.
“No momento estou negativo em todas as minhas contas, sem dinheiro nenhum para honrar os compromissos com os prestadores de serviço que estão reformando nossa casa e absolutamente traumatizado. Estou recebendo apoio psicológico da empresa que trabalho, meu namorado é a melhor pessoa do mundo e está do meu lado me guiando, ajudando, apoiando, tenho também minha família pra me dar apoio, tenho todas as ferramentas para superar isso. Mas no momento eu estou apavorado, o mesmo banco que me disse que não era para eu ter esperanças do estorno está prontíssimo para tirar minha casa se eu não pagar prestação do financiamento, tenho dívidas com lojas de construção, com marmoraria, com marceneiro, nós estávamos montando nosso lar!”, disse o engenheiro.
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