O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que “houve muito barulho também por nada”, sobre as reações no país referente ao decreto do governo federal que incluiria as Unidades Básicas de Saúde (UBS) no programa de parcerias público-privadas (PPI). As informações foram publicadas pelo O Antagonista, nesta quinta-feira (29).
“A única coisa que eu tomei conhecimento é que era para fazer um estudo. E estudo vocês sabem, pode concluir que a proposta é viável como também podia concluir que a proposta era inviável. Então, eu acho que houve muito barulho também por nada”, disse o vice-presidente.
O decreto foi publicado no Diário Oficial na terça-feira (27) e revogado, nesta quarta-feira (28), pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O documento, assinado também pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, destacava que o governo iria começar análises referentes sobre a incluir as UBS no programa de parcerias.
“A simples leitura do Decreto em momento algum sinalizava para a privatização do SUS [Sistema Único de Saúde]. Em havendo entendimento futuro dos benefícios propostos pelo Decreto o mesmo poderá ser reeditado”, escreveu Bolsonaro em seu Facebook.
Também nesta quarta (28), o senador Alessandro Vieira (Cidadania), defendeu o SUS e afirmou que nenhuma proposta que o enfraqueça vai prosperar no Congresso Nacional. O parlamentar destacou que “foi o SUS, com todas as dificuldades, quem segurou o momento mais duro da pandemia. Precisamos é cuidar do reforço no financiamento. E já passou da hora de encerrar o concurso de propostas inúteis”, disse o senador.
No mesmo dia, o termo #ProtejamOSUS e #DefendamoSUS ocupou as primeiras posições entre os assuntos mais comentados do Twitter.
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