O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já acumula uma fila com 1,85 milhão de requerimentos de benefícios para análise. Em meio à pandemia, houve uma alta de 17% de abril a setembro deste ano, saltando de 1,54 para 1,81 milhão em cinco meses. Os números foram divulgados pelo portal Metrópoles.
Hoje são 777,6 mil benefícios esperando o cumprimento de exigência, e 1,07 milhão aguardando a análise do INSS, que afirmou: “A título de ilustração, a média mensal de novos requerimentos está em torno de 800 mil solicitações”.
Os números maiores têm relação direta com a pandemia do novo coronavírus, após o fechamento das agências entre março e setembro. Além disso, a reforma da Previdência trouxe mudanças no sistema que demoraram de novembro de 2019 até maio de 2020 para serem implementadas.
A maioria dos pedidos aguardando análise é de segurados que precisam de perícia médica. Tal número, em setembro, já atingia 790,3 mil. O Tribunal de Contas da União (TCU) exigiu um protocolo para perícias também virtuais, uma vez que as agências do INSS têm enfrentado problemas na reabertura. A primeira experiência da telemedicina foi feita na última segunda-feira (16).
Também na segunda, o INSS firmou acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) para analisar os pedidos em até 90 dias. Além disso, ações judiciais que tramitam em primeira instância e no Supremo Tribunal Federal (STF) foram suspensas.
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