O sambista Martinho da Vila, 82 anos, afirmou que pensa sempre é em fazer coisas para que seja uma referência para os “negros, favelados que tiveram origem humilde”. A declaração foi feita em entrevista à revista Quem, nesta sexta-feira (20), Dia Nacional da Consciência Negra.
“Uma coisa que eu penso sempre é em fazer coisas para que eu seja uma referência para pessoas da minha origem. Negros, favelados, que tiveram origem humilde. Eu quero ser a referência para essas pessoas, no sentido de ‘ele passou? Conseguiu? Então também posso’. Esse é o meu projeto de vida. E meu projeto maior é continuar sendo referência quando eu descansar. É um sonho de vida ambicioso, né?”, disse.
Martinho da Vila também afirmou que ao longo da carreira desenvolveu ações importantíssimas, especialmente às que refere às suas origens, como aproximar o Brasil da África.
“O Brasil é um país bastante influenciado pelo continente, mas aqui tinha pouca informação sobre a África. Pouca aproximação. Eu aproximei o Brasil da África, trouxe africanos para o Brasil, e sua cultura. Gravei música de lá e coloquei no ar, levei gente daqui para lá. Isso é uma das coisas boas”, explicou.
O artista também contou que chegou a frequentar a faculdade de Relações Internacionais para obter conhecimento e poder atuar mais com suas ações fora do país. Mesmo sem concluir o curso, ele garante que seu objetivo foi cumprido. “Eu sou Embaixador da Boa Vontade da Comunidade dos países de língua portuguesa. Meus paises são da área diplomática. Eu fui fazer para aprender”, afirmou.
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