O líder do Centrão e candidato à Presidência da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP) foi acusado de embolsar pelo menos R$ 1 milhão em salários de assessores que integravam esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE)
Segundo o jornal Estadão, a informação consta em uma denúncia apresentada contra ele em 2018 pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Os documentos indicam desvio, entre 2001 e 2007, de R$ 254 milhões dos cofres públicos. Apenas Lira teria movimentado R$ 9,5 milhões em sua conta.
De acordo com a publicação, a ação penal tramita na primeira instância da Justiça de Alagoas, porque se refere ao mandato anterior do parlamentar. Além dessa acusação, Arthur Lira também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação decorrente da Operação Lava-Jato que o acusa de receber propina em dinheiro vivo de R$ 106 mil da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).
Por fim, ele também foi denunciado em junho deste ano pela PGR, acusado de ter recebido propina de R$ 1,6 milhão decorrente de contratos da Petrobras, paga por operadores do doleiro Alberto Youssef.
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