O auditor-fiscal Christiano Paes Leme Botelho, alvo da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi exonerado do cargo de chefe do Escritório da Corregedoria da Receita Federal no Rio de Janeiro (Escor07).
Segundo o jornal Folha de São Paulo, Botelho fazia parte da nova estratégia de defesa do senador, que afirma ter indícios de que seus dados fiscais foram acessados irregularmente antes do início da investigação sobre a suposta “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa (Alerj).
De acordo com a publicação, os advogados de Flávio não acusam o auditor pelo acesso a dados do senador, no entanto, apontaram ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) casos semelhantes que supostamente envolveram o auditor.
Ainda segundo o jornal, uma comissão do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (SindFisco) indicou que Botelho fabricava denúncias anônimas contra adversários e acessava dados do fisco de forma irregular para perseguir desafetos.
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