O senador por Sergipe Alessandro Vieira (Cidadania) afirmou que não teve “rasteira” na vereadora Emília Corrêa (Patriota) durante o processo de escolha do candidato à Prefeitura de Aracaju pelo seu agrupamento político. De acordo com o parlamentar, Emília concordou com o nome de Danielle Garcia (Cidadania) para a candidatura, que nas pesquisas aparecia como a melhor opção. “Ela concordou com isso e depois começou a se afastar do projeto”, por questões que “só ela pode esclarecer”, revelou durante entrevista na Rádio Jornal nesta segunda-feira (7).
A declaração de Alessandro foi feita após afirmações de ouvintes, de que o grupo de Alessandro colocou Danielle Garcia como candidata a prefeita de Aracaju e perdeu a eleição porque deu uma ‘rasteira’ na vereadora Emília Corrêa, que, para o ouvinte, seria a candidata ideal. Sobre o assunto, o senador respondeu: “Emília participou do grupo durante meses, ela combinou conosco o formato de escolha do indicado para o cargo, o candidato que sairia do grupo. As pesquisas apontaram que o nome mais competitivo era o de Danielle Garcia, ela concordou com isso. E depois ela começou a se afastar do projeto, porque, enfim, questões que só ela pode esclarecer. Isso foi ajustado na presença não só de Danielle, mas de Georgeo Passos, Kitty Lima, Dr. Emerson, Milton Andrade. Então não teve rasteira em ninguém, não teve nada disso”, explicou.
Para o parlamentar, a escolha foi um processo de construção do grupo. “A gente sabia que ia enfrentar um prefeito com 16 anos no poder, conhecido por 100% dos aracajuanos e a candidata Danielle Garcia, era conhecida em torno de 40%. Então era importante na campanha ela ocupar todo o processo de apresentação de imagem. E assim foi feito, ao final da eleição ela já tinha se tornado bastante conhecida ao ponto de ter chegado na pesquisa espontânea um desempenho importante para quem estava na sua primeira eleição. Infelizmente, não tivemos sucesso na eleição no segundo turno, no sentido de vitória, mas a votação cresceu muito e é um processo de construção”, afirmou.
Contra reeleição de Maia e Alcolumbre
Alessandro comentou ainda o resultado do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu por maioria, neste domingo (6), barrar a candidatura à reeleição dos atuais presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), para os postos em 2021. Segundo ele, a reeleição seria um “golpe à constituição”, que proíbe essa reeleição.
“Se tentou dar um golpe, infelizmente cinco ministro chegaram a votar a favor desse golpe que permitiria essa reeleição, contra a constituição. Então estou satisfeito por saber que ainda tem a maioria, ainda que seja apertada, capaz de fazer o que é certo”, disse.
Segundo o senador, o “reinado” do ministro Gilmar Mendes deve acabar. “A conduta dele nesse processo todo é uma conduta criminosa, porque ele é um dos ministros mais preparados do Brasil, tem muito conhecimento, mas ele gastou esse conhecimento numa tentativa de favorecer dois indivíduos, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. Não é nenhuma justificativa legítima para o que ele estava tentando fazer. O que se diz e que é a verdade, é que ele e alguns ministros morrem de medo que o senado tenha independência necessária para fazer a tão esperada CPI, que apure contratos, patrimônios, formas de atuação, e Gilmar e outros ministros terão muito a explicar”, ressaltou o parlamentar, acrescentando que alguns ministros precisam ser investigados.
O voto decisivo foi dado pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux. “Agora teremos novos nomes para ocupar esses espaços. Entendemos que o legislativo não pode servir como se fosse um despachante de emendas. Tem que ter independência para realizar as reformas que vão ajudar o Brasil como um todo. […] Vamos trabalhar por um nome que possa ter esse perfil”, finalizou.
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