A maioria da população crê que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem culpa nas mortes causadas pela covid-19 no Brasil, segundo pesquisa Datafolha. Os números foram divulgados pelo jornal Folha de São Paulo neste domingo (13). Para 52% dos entrevistados, Bolsonaro não tem culpa nenhuma nas 181 mil mortes pelo novo coronavírus no país.
A pesquisa foi feita entre os dias 8 e 10 de dezembro com 2.016 pessoas por telefone. Enquanto 52% consideram que Bolsonaro não tem culpa nenhuma, 38% creem que ele é um dos culpados, mas não o principal. Já apenas 8% acreditam que o presidente é o principal culpado, enquanto 2% não souberam responder.
O número representa uma evolução em relação à pesquisa Datafolha anterior, feita em 11 e 12 de agosto. Lá, 47% consideravam que Bolsonaro não tinha culpa nenhuma nas mortes por covid-19; 41% diziam que ele era um dos culpados, mas não principal; e 11% acreditavam que o presidente era o principal culpado; os mesmos 2% não souberam responder.
Apesar disso, a maioria dos entrevistados crê que a atuação de Bolsonaro durante a pandemia foi ruim ou péssima. Tal número chega a 42%. Já 30% veem como ótima ou boa, e 27% como regular. Ademais, para 53%, o Brasil não fez o necessário para evitar o alto número de mortes, com 22% crendo que nada que o país fizesse faria efeito, e outros 22% acreditam que foi feito o necessário. Outros 4% não souberam responder.
Atuação dos políticos na pandemia
A atuação das autoridades na pandemia da covid-19 no Brasil também foi julgada. Em relação ao Ministério da Saúde, 36% consideraram o trabalho regular, 35% consideraram ótimo ou bom, e 27% classificaram como ruim ou péssimo.
Já sobre os governadores, para 41% o desempenho foi ótimo ou bom; para 30%, ruim ou péssimo; e para 28%, regular. E sobre os prefeitos, desempenho ótimo ou bom para 42%, ruim ou péssimo para 30%; e regular para 26%.
Aprovação do presidente
Por fim, a nova pesquisa mostra também que a aprovação de Jair Bolsonaro como presidente da República se mantém nos 37% considerando-o ótimo ou bom. Já 32% o consideram ruim ou péssimo, 29% como regular, e 3% não souberam responder.
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