Com o aumento de casos de covid-19, em Sergipe, o governador Belivaldo Chagas (PSD) alertou sobre um possível colapso na rede de saúde estadual, nesta terça-feira (15). Ele ainda frisou a importância da colaboração da população com o isolamento social, tendo em vista a alta taxa de transmissão do vírus no estado, que atualmente é a maior do país.
“Em função dos números que foram apresentados, principalmente a partir do trabalho que foi feito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), o qual mostra que a segunda onda é uma realidade e que teremos um pico bem maior do que aconteceu na primeira onda. Há a possibilidade, já no mês de janeiro, de vermos a rede estrangulada, entrando em colapso por conta da quantidade de leitos de UTI. Na nossa reunião prevista para a primeira semana de janeiro, medidas duras serão tomadas. A situação é muito drástica, a quantidade de pessoas que estão contaminadas é muito grande e é preciso que a gente tenha a colaboração da sociedade”, disse.
No estado, até esta segunda (14), quatro hospitais registraram 100% de taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com covid-19. São eles: hospitais Cirurgia, Primavera, Renascença e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju. O índice da rede pública foi de 66,4% e da rede particular 69,6%, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Já quanto aos números de casos, Sergipe já soma 99.753 registros da doença e 2.370 mortes. Desde a última semana, a média diária é de acima de 500 contaminações. O estado tem a maior Rt do país, com taxa de 1.87, ou seja, a cada 100 pessoas, outras 187 estão sendo contaminadas.
“É um crescimento de curva impressionante, uma média de possível de óbito na faixa de 9 por dia. Se isso não retroceder, isso vai significar dizer 270 óbitos por mês, e a gente precisa ter responsabilidade para não permitir que isso aconteça”, ressaltou Belivaldo.
Segundo o governador, para conter a segunda onda do vírus, as fiscalizações foram intensificadas. Ele ainda enfatizou que o trabalho deve também ser reforçado pelas prefeituras.
“O Estado tem fiscalizado, porém não pode fazer isso sozinho. Se o Estado sair para uma fiscalização, em qualquer município, tem que estar na companhia da Vigilância Sanitária daquele município, senão não irá valer qualquer notificação da Vigilância Estadual”, disse.
“O Estado vai continuar fazendo a sua parte, mas se a população não entender a importância do uso da máscara, do distanciamento, isolamento e das medidas de higiene, vai ficar ainda mais difícil. A gente percorre as ruas da cidade e presencia centenas de pessoas circulando sem a máscara, pessoas se aglomerando, praias cheias aos fins de semana. Tomamos algumas medidas mais firmes hoje, vamos acompanhar até o final do ano. Se houver melhoria, a gente volta ao que era, mas se piorar, vamos ter que apertar e a partir de 9 de janeiro fazer isso, em defesa da vida das pessoas”, finalizou.
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