O Ministério da Economia poderá fazer um corte de R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões no Orçamento do próximo ano, segundo integrantes da pasta, tendo em vista o aumento de despesas obrigatórias, principalmente após a alta da inflação. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, nesta terça-feira (22).
Para cumprir o teto de gastos de 2021— regra fiscal que impede o crescimento das despesas públicas acima da inflação— o governo terá de adotar esse cálculo. De tal forma, o ministro Paulo Guedes pretende preservar o teto, considerado por ele a principal âncora fiscal do país.
Como a inflação acelerou no segundo semestre, o limite máximo para as despesas foi reajustado com base no índice até o primeiro semestre (2,13%, acumulado de 12 meses encerrados em junho). Mas, a expectativa do mercado é que o índice oficial de inflação (IPCA) suba para cerca de 4,4% no fim do ano.
Apesar da pressão, Guedes tem garantido que o teto será cumprido. Para ele, se flexibilizar essa regra, haverá fuga de investidores, comprometendo a retomada da economia.
O novo ajuste terá de ser feito em diálogo com o Congresso, que ainda não votou o Orçamento de 2021. O previsto é que o projeto seja analisado em fevereiro, após a eleição dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.
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