O líder do PT no senado, Rogério Carvalho (PT), afirmou que desde o início da pandemia de covid-19 o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lavou as mãos para as milhares de mortes”.
“Desde o início dessa pandemia, Bolsonaro lavou as mãos para as milhares de mortes, debochou das famílias que estavam sofrendo e incentivou aglomeração e o boicote das medidas defendidas pela ciência para barrar o coronavírus”, publicou o parlamentar neste sábado (16).
O senador também voltou a pedir o impeachment de Bolsonaro e afirmou que o presidente de uma nação tem “o dever constitucional de defender seu povo e não atacar”.
Ainda na publicação, Rogério Carvalho também afirmou que as cenas de pessoas que estão morrendo asfixiadas em Manaus, por causa da falta de oxigênio nas unidades de Saúde que atuam no tratamento de pacientes diagnosticados com covid-19 “é um dos retratos deste descaso”.
Atualmente, a rede de saúde da capital amazonense enfrenta um caos após o aumento de casos de infecções lotarem os leitos dos hospitais. Apenas na sexta (15), Manaus registrou 213 mortes, batendo mais uma vez o recorde diário.
Em meio à crise por causa da falta do insumo, a Polícia Civil e a Polícia Militar do Amazonas prenderam um homem, 38 anos, por conduzir veículo com 33 cilindros de oxigênio nesta quinta-feira (14), em Manaus. Dos 33 cilindros, 26 possuíam oxigênio e estavam sendo retirados para veículos particulares.
Na sexta (15), Bolsonaro divulgou nas suas redes sociais que uma ação coordenada pelo Ministério da Saúde enviou 700 cilindros de oxigênio e 5.000 m³ de oxigênio líquido para a capital. Para tentar suprir a demanda do insumo, o governo da Venezuela, que faz fronteira com o Estado, informou que também estará disponibilizando “o oxigênio necessário” para o Amazonas.
O chefe do Executivo Federal afirmou, ainda na sexta (15), que a situação do Amazonas em relação à covid-19 está “terrível”. No entanto, isentou o governo federal da culpa e declarou que “fez sua parte, com recursos, meios”.
Em uma Ação Civil Pública, a Justiça Federal de Manaus, cinco órgãos públicos federais e estaduais afirmaram que a responsabilidade por dar uma solução ao colapso no fornecimento de oxigênio no estado amazonense é do governo federal e que cabe à União assegurar o fornecimento regular de oxigênio para os hospitais.
O Estado chegou a solicitar oxigênio ao governo do Rio de Janeiro, para tentar evitar o colapso no sistema de Saúde, mas, o pedido foi enviado para o endereço de e-mail errado. Todos eles foram enviados para pessoas que não estão mais em cargos políticos.
Além disso, um documento do projeto básico da Secretaria de Saúde do Amazonas apontou que o estado já sabia que a quantidade de oxigênio hospitalar disponível seria insuficiente para atender a alta demanda de casos graves por causa do novo coronavírus desde o dia 23 de novembro.
Em junho do ano passado, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) foi alvo de uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) por causa de denúncias de corrupção na saúde, após identificarem compras superfaturadas de respiradores.
Segundo o inquérito, em um dos contratos investigados foi encontrada suspeita de superfaturamento de, pelo menos, R$ 496 mil. Além disso, a força-tarefa também apontou que os respiradores foram adquiridos por valor superior ao maior preço praticado no país durante a pandemia de covid-19, com diferença de 133%.
Ao todo, até esta sexta (15), desde o início da pandemia, Manaus já registrou mais de 6 mil pessoas que morreram com a covid-19. Nas últimas 24 horas, a cidade registrou 213 enterros e bateu recorde diário de óbitos.
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