O Twitter classificou uma publicação do Ministério da Saúde como “enganosa” e que pode ter “informações potencialmente prejudiciais”. No post da última terça-feira (12), a pasta orientou a população a solicitar o “tratamento precoce” com remédios sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus.
A rede social indicou que não excluiu a publicação por considerar que ela pode ser de interesse público. O mesmo aconteceu com uma postagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o mesmo assunto. A medida vem sendo adotada pelo Twitter para alertar os usuários sobre publicações com potencial de desinformação.
Além de Bolsonaro e o perfil do Ministério da Saúde, uma publicação da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) também foi incluída na mesma classificação. Nela, a parlamentar defendeu o uso de medicamentos com eficácia não comprovada para o “tratamento precoce da covid-19”.
Desde a semana passada, Bolsonaro e apoiadores definiram que iriam migrar para o Telegram após a decisão do Twitter de banir Donald Trump da rede social permanentemente. Além do presidente, seus filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro também criaram perfis na plataforma de mensagens instantâneas.
O Twitter se coloca acima do Ministério da Saúde. pic.twitter.com/xRZHxGcMW8
— Leandro Ruschel 🇧🇷🇺🇸🇮🇹🇩🇪 (@leandroruschel) January 16, 2021
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