O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) resgatou na última semana o chamado ‘gabinete do ódio’, que busca impulsionar a imagem do governante na internet, para reagir as críticas e ataques nas redes sociais. De acordo com o Uol, auxiliares do governo informaram que o presidente considera que está em desvantagem no “jogo da opinião pública” e está “apanhando muito”, principalmente pelas críticas que recebeu pela demora quanto ao início da vacinação contra a covid-19.
Segundo a reportagem, sob a orientação dos assessores que compõem o grupo do gabinete, Bolsonaro voltou a fazer da saída do Palácio da Alvorada uma ‘vitrine declaratória’ e criou um canal de divulgação de informações no Telegram. O Uol informou ainda que o presidente mirou em alvos como o jornalista William Bonner, o casal de apresentadores Luciano Huck e Angélica, e o youtuber Felipe Neto.
Outro motivo que tem incomodado Bolsonaro, para o site, é o cerco das redes sociais às fake news e o combate a discursos de ódio. De acordo com o seu julgamento pessoal do presidente, há um movimento de “censura” no sentido de calar vozes conservadoras.
O auge da irritação ocorreu durante as críticas ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em relação à vacinação da população no enfrentamento à pandemia do coronavírus.
O gabinete do ódio ficou conhecido em 2019 e acumulou nos últimos anos episódios relacionados a ataques e disseminação de fake news. Ele é composto por assessores que buscam impulsionar a imagem do presidente de uma forma mais informal.
Além da criação do grupo no Telegram, a alternativa sugerida pelo gabinete do ódio foi incentivar a migração de apoiadores para o Parler, uma rede social identificada ideologicamente pela direita conservadora.
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