O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou uma audiência com o embaixador da China, Yang Wanming, para quarta-feira (20), em busca de explicações sobre o atraso no envio de insumos para a fabricação de vacinas contra a covid-19, no Brasil. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, nesta terça-feira (19).
A demora na entrega do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) ameaça a fabricação da CoronaVac pelo Instituto Butantan e do imunizante de Oxford/Astrazeneca, que será produzido pela Fiocruz. Os 6 milhões de doses do imunizante que já estão sendo aplicadas devem terminar em poucas semanas.
“Tenho certeza de que não há ato político da China contra o Brasil. Mas precisamos compreender o que está acontecendo. Sem os insumos da China, não teremos vacina”, disse o parlamentar.
Um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), fez ataques recorrentes ao diplomata chinês e ao próprio país asiático. Ele chegou a culpar a China pela pandemia do novo coronavírus, por ter sido lá onde o primeiro caso da doença surgiu.
Depois do governo Bolsonaro explodir as pontes com a embaixada, os insumos que já estão prontos para serem embarcados para o Brasil aguardam aprovação do governo chinês para vir para o país.
“O governo brasileiro interditou a relação com a China. Só fazem ataques ao embaixador. Agora está provada a importância do diálogo diplomático. Precisamos ao menos saber o que está acontecendo, qual é a razão de os insumos não chegarem ao Brasil”, explicou Rodrigo Maia.
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