Um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), opinou que a cada dia se criam mais condições para um impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e, caso isso acontecesse, seria semelhante ao que aconteceu com o ex-presidente e atual senador Fernando Collor (Pros-AL), em 1992, do que o ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. As informações foram publicadas pelo Metrópoles, neste domingo (24).
“Dilma caiu com base de 170 deputados, com formadores de opinião e veículos de comunicação sendo contrários ao processo de impeachment. De auxiliares leais ao projeto dele na Câmara, Bolsonaro tem entre 30 e 40 deputados, uma base muito menor, além de pouco apoio na imprensa. Acho que uma das maiores dificuldades que a gente tem agora é o fator social, por causa da quarentena, mas ao mesmo tempo joga a favor o fato de pessoas de diferentes aspectos políticos estarem defendendo a saída dele. É uma parcela muito significativa”, disse o deputado, em nome do movimento.
Para ele, as carreatas marcadas para este fim de semana entre grupos de direita e esquerda em todo o país vai ser um termômetro. “Uma coisa é o governo ter baixa popularidade e ser rejeitado, como era o governo Temer, outra coisa é você ter pessoas dispostas a saírem às ruas para derrubar o governo”, diz. O MBL foi um dos movimentos importantes na destituição do governo Dilma, em 2016.
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