O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) tinha uma “honestidade ímpar” e sofreu impeachment por causa da pressão das ruas. A declaração foi feita em entrevista à revista Veja, divulgada nesta sexta-feira (29).
“Ela cometeu crime no sentido institucional, com a questão das pedaladas, que levou à responsabilização política dela. Não cometeu crime no sentido penal. Às vezes se acusa a ex-presidente de uma eventual desonestidade. Convivi com ela, claro que muito decorativamente, mas devo dizer que é de uma honestidade ímpar”, disse.
Temer ainda respondeu diretamente à acusação feita pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, dele ter conspirado contra Dilma. Temer, que foi vice-presidente de Dilma de 2011 a 2016, assumiu a presidência após o impeachment sofrido pela petista.
“O Eduardo, coitado, não foi o autor do impedimento, e nem eu. Ele teve de levar adiante alguns pedidos de impeachment, que, ao ver dele, eram inafastáveis. Quem derrubou a ex-presidente foram os milhões de pessoas que foram para a rua”, alegou.
Temer ainda disse que não pensa em retornar a algum cargo eletivo. “Nenhuma [chance de disputar algum cargo em eleições]. Só se vierem aqui e disserem: ‘Você vai ser entronizado presidente da República’. Mas isso é impossível e não é saudável”, disse.
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